Com o prazo encerrado em 31 de maio, a Receita Federal registrou 43,3 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física em 2025, número abaixo da expectativa inicial de 46,2 milhões. Do total, 56,4% dos contribuintes terão direito à restituição, enquanto 22,2% terão que pagar imposto. A arrecadação direta com o IRPF ainda está em apuração, mas estima-se que o volume chegue a cifras bilionárias, como ocorre anualmente.
Agora que os contribuintes respiram aliviados por terem evitado a malha fina (pelo menos por enquanto), podem finalmente focar no que realmente importa: pagar mais impostos. Afinal, o descanso do brasileiro dura pouco. O novo IOF sobre operações financeiras já entrou no radar da equipe econômica, com previsão de arrecadação de R$ 20,5 bilhões apenas em 2025. E tem mais por vir.
Com a Reforma Tributária, aprovada em 2023 e já em fase de regulamentação, a carga sobre o consumo pode chegar a 26,5%, uma das maiores do planeta. O sistema promete simplificação, mas o contribuinte já começa a fazer contas para entender como isso vai doer no bolso a partir de 2027. Enquanto isso, seguimos com uma carga tributária total que representa 32,3% do PIB e crescendo.
Enfim, missão cumprida com a declaração. Agora é só continuar pagando ainda mais.
Rafael Conrad Zaidowicz é contador e advogado, respectivamente, da Zaidowicz Contabilidade e Zaidowicz Advogados.
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